Algo muito irritante virou costume entre as pessoas, não todas, mas os praticantes estão em todas as classes, ambos os sexos e todos os cantos. Cada vez mais escutamos “eu não chego no horário, ninguém chega no horário”. Então por que tem um horário pre-estabelecido? E por que cargas d’águas todo mundo resolveu não cumpri-lo?
Algumas pessoas justificam isso com o trânsito. Tudo bem, pode até ser, afinal de contas, a maioria das cidades brasileiras estão sofrendo com o excesso de carros em suas ruas. Mas essas mesmas pessoas não chegam atrasadas em seus empregos quando são forçadas a bater o ponto em, no máximo, 15 minutos depois da hora marcada para entrada. Então por que elas não se programam antes?
Se chegam a tempo quando são obrigados, por que não chegar quando vão a um encontro, seja com amigos, seja com namorados? Talvez em nossa cultura isso não faça muita diferença, pois já deixamos de nos importar, mas sair de casa às 20h, quando o horário marcado era 20h sem que nada realmente tenha te atrasado, não significa nada mais, nada menos do que não se importar com o tempo do outro.
Isso deveria ser julgado como um péssimo comportamento, pode não parecer, mas é a mesma coisa quando vamos a um show e o cantor começa três horas depois sem nenhuma justificativa plausível. Por falar em shows, em minha experiência, os únicos que realmente atrasaram até hoje foram shows nacionais. Incrível isso, não? Incrível como uma dupla de sertanejo universitário trate os presentes em seu show de uma forma tão ridícula que os deixam esperando por três horas seguidas, enquanto uma banda americana com mais de trinta anos de estrada começa pontualmente. Claro que existem casos e casos, Guns N’ Roses já atrasaram quatro horas em um show em POA em 2010 e convenhamos que o respeito a tal banda já não anda lá essas coisas. Mas o comportamento desses artistas refletem a forma que respeitam o tempo dos que estão ali e o próprio trabalho.
Assim como seu comportamento quando marca com alguém reflete a forma que administra seu tempo e o dos outros. E isso também vale para encontros, claro, para o primeiro, segundo ou vigésimo terceiro. Tente não atrasar, por que não consegue escolher a maldita roupa. Valorizar a hora marcada pode fazer com que muita coisa flua melhor do que imagina e nem é tão difícil assim, você provavelmente não se atrasará para aquela prova de concurso, porque sabe que não terá o “um pouco depois”.
Encontros seriam bem melhores se as pessoas já estivessem lá na hora marcada, ao invés de termos que gastar telefone para se estão chegando ou adivinhar que horas chegarão.
Algumas coisas irritam muita gente ao redor e quem não as percebe provavelmente é quem está sendo o irritante como, por exemplo, aquele fulaninho que escuta música alto (ou sem fones de ouvido) em um lugar público. O mesmo geralmente não tem um bom gosto musical e força as pessoas ao redor a ouvir qualquer coisa, muitos ficam desconfortáveis com isso, mas quantas pessoas já pararam para falar algo? Essa situação de desconforto acontece, mas está longe de ser a única na qual uma pessoa simplesmente se esquece que não é dona do mundo e que as outras não tem nenhuma – NENHUMA – obrigação de aceitar ou corresponder a suas atitudes, mas que não respondem ou falam pelo simples fato de estarem incomodadas demais, ou por um receio qualquer.
Esse “receio” de expressar o desconforto e simplesmente ignorar a situação faz com que algumas pessoas acreditem que estão sendo aprovadas, quando, na verdade, estão sendo o funkeiro sem fones de ouvido. Então pense bem antes de ficar encarando aquela moça e depois soltar comentários do tipo “gata” ou qualquer um parecido, você não está sendo mais homem por encará-la, muito menos por falar alguma coisa, de fato, em grande parte dos casos, você apenas vai ser ignorado e colocado na categoria pedreiro um segundo depois. Não é por que ela está com roupa curta, ou andando devagar perto de você que isso lhe dá algum direito de tecer comentários altos e invasivos. Isso não é sobre feminismo, ou qualquer coisa parecida, e sim sobre respeito, simplesmente respeito.
Pior que isso, por invasão de espaço, estão aqueles que, em uma balada ou barzinho qualquer, se acham no direito de segurarem o rosto da moça para beijá-la a força. Esses indivíduos, bêbados ou não, geralmente brotam do chão e usam justificativas como “se está ali é para isso” ou “o não eu já tenho”, mas não tem justificativa não, queridinhos, e nem terá, podem dizer que muitas vezes são aceitos, ou que ninguém reclama, mas então ai voltamos a velha situação do pessoal ouvindo funk sem fones de ouvido, muita gente NÃO GOSTA, mas por receio ou por que o “lugar leva àquilo” as pessoas não falam e o fato de estarem lá não é um contrato assinado no qual permite esse tipo de atitude.
É uma comparação idiota, mas, entendam que quando vocês invadem o espaço da moça – sem que ela tenha dado permissão para isso – achando que serão aprovados estão fazendo o mesmo que o rapaz “sem fones”, ou seja, forçando uma pessoa que você não conhece a ter que reagir a uma atitude sua, sendo que, na verdade, se quer teria a obrigação de te notar. Não vamos carregar conosco o “está ali por que quer isso”, acreditar nesse argumento é achar que todos fazem e querem as mesmas coisas que você e sei que pode ser difícil de acreditar, mas isso não é assim. Algumas pessoas simplesmente não querem ouvir McCatra enquanto estão no coletivo depois de um dia inteiro de trabalho, assim como algumas não querem ser agarradas (ou “pegadas”) enquanto estão andando na balada ou seja lá em que canto for sem que tenham dado permissão.
Para terminar a sequência de artigos relacionados a literatura erótica, o de hoje é sobre um dos livros que inseriu gírias no vocabulário de todos e quase ninguém realmente o percebe. Recusado por diversas editoras antes de ser publicado, finalmente, por uma editora parisiense em 1955. O livro de Vladmir Nabokov não chega a ser tão obsceno quanto a História do Olho (veja aqui) e nem caminha muito para o sadismo como O Segredo de O (veja aqui). Suas definições no mercado passaram de “melhor livro do ano” para “pura putaria” durante vários anos e opiniões, quando foi publicado nos EUA, em 1958, chegou rapidamente na lista de best-sellers, ou seja, os romances atuais sobre erotismo, não são os primeiros e muito menos os melhores (como já disse antes!)
A história é contada através de Humbert, um preso que aguarda condenação por homicidio, a história do homicidio é explicada no próprio livro. Humbert apaixonado por Lolita, sua enteada, de apenas doze anos. No decorrer da história, a mãe de Lolita morre, Humbert acaba por descobrir que sua jovem enteada não é tão inocente assim, quando eles finalmente se relacionam, o problema maior não está na diferença de idade de ambos ou no desgaste social e sim no temperamento de Lolita. Leia mais…
No último artigo (veja aqui), expliquei que estava com a intenção de fazer uma pequena lista de posts sobre livros famosos e outros não tão famosos assim da literatura erótica, mas de verdade, sem aquela água com açúcar.
O primeiro livro sugerido fora Stofy of O que seria bom o suficiente para aguçar a curiosidade daqueles que procuram a literatura erótica por causa de algo relacionado ao sadismo, ou coisa parecida. Mas agora, migramos um pouco do campo de mulheres “objeto” para as outras vertentes do gênero.
Para quem queira escapar das “narradoras-personagem” por questão de preferência, ou qualquer outra coisa, A História do Olho de George Bataille é uma boa opção. Nesse livro o narrador conta sua experiência sexual a partir dos 15 anos de idade com a menina Simone que possuía a mesma idade. Até aí, parece ser um enredo água-com-açúcar sobre o amor entre dois adolescentes. MAS NÃO É. Leia mais…
Um daqueles estudos malucos americanos comprovou que mais da metade das pessoas usam a Terapia de shopping. Elas compram algo para se sentir melhor, ou compram algo para comemorar um sucesso. Segundo a pesquisa, ainda, comprar seria mais benéfico do que frequentar academia regularmente, melhora a saúde física e mental e ativa a mesma área do cérebro estimulada pelo sexo (Ah, amor, hoje não. Em vez de transar, que tal fazermos umas comprinhas?). Comprar ajuda na transição de fases. Seja um pé na bunda, um emprego novo ou a chegada de um bebê (comprar o enxoval simplesmente delicioso), as compras ajudam a relaxar a tensão e abrir os caminhos. É uma preparação, válvula de escape, aumenta a confiança, nos faz ter contato social e nos mantém mentalmente ativas. Por fim, ajuda a estimular a criatividade, afinal, se você está de cabeça fresca, mais fácil ter boas ideias.
Engana-se o cara que imagina que o sonho de toda mulher é encontrar o príncipe encantado. O meu é um cartão de crédito ilimitado em sem fatura. Não dá pra negar. Sou consumista. Adoro roupas novas, sapatos novos, maquiagem nova. Perfumes? Devo ter no mínimo uns 5, e entro em paixonite aguda a cada vez que sinto um cheiro que me agrada. Já comentei dos livros? Me sinto num paraíso numa livraria, escolhendo a próxima aventura. Não, eu não quero seu livro emprestado, obrigado. E também não quero ler pelo computador. Gosto de ter aquelas folhas pra mim. E tem a tal da tecnologia. Modelos novos de celular me encantam. Eu sei que meu celular não tem nem um ano de uso e que o aparelho é ótimo, mas só olhar, gente! E adoro presentear. Não interessa se aquilo que vou comprar me lembrou meu namorado, meu filho, meu irmão ou meu pai. Se eu puder fazer esse agrado, qual o problema? Leia mais…
Acho que qualquer ex deveria ser enterrada de cabeça pra baixo. Pelo menos assim se um dia resolvesse ressuscitar, cavariam pro centro da Terra e não tem como reaparecer. Principalmente se a ex do seu namorado for daquelas bem recalcadas, sabe? Menina, exorciza! Manda essa pomba gira pra longe.
Antes de começar a passar mal de ciúmes, brigar com o coitado pelo fato de você não suportar a ex dele ou criar mil e uma possibilidades, pense que, a princípio, ele escolheu estar com você, e não com ela, ok (claro que isso não vai contar se, por acaso, ela quem deu um pé na bunda dele e ele não superou o fato do término, mas é uma hipótese)?!?
Toda ex namorada devia ser legal. O namoro acabou? Ele disse que não quer mais? Você já foi atrás uma vez e de novo, ele esnobou? Apaga da sua vida. Esquece que aquela pessoa existiu. Deleta. Das redes sociais, do telefone, do coração. E que a pessoa que esteve com você seja muito feliz. Afinal, pra que desejar algo ruim? É como se nunca tivesse existido. O contrário disso é fazer questão de sofrer.
Mais difícil do que imaginar que você pode não ser a última mulher que o cara vai ter é pensar que você não foi a única que ele teve. Não vamos ser falsas, garotas, a não ser que vocês tenham 14, 15 anos de idade, é muita prepotência pensar que seu namorado nunca teve outra pessoa (ou pelo menos nunca desejou outra mulher). É, amiga, não é fácil. Leia mais…
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